
"Na época em que eu era aluno, o mercado pedia um profissional que ajudasse a aumentar a área plantada e a produtividade das principais lavouras. Esse era o foco da agricultura". Esta frase é de Ricardo Victoria Filho, coordenador do curso de Agronomia da Esalq.
Ótimo que o assunto tenha merecido um especial do Estadão. Tal como repensamos geração de energia, padrões de consumo ou de desenvolvimento, é igualmente importante repensar agricultura.
Continuando, o professor Ricardo Shirota, também da Esalq, explica: "Antigamente, falar em produção orgânica e meio ambiente era coisa de hippie. Agrônomo mesmo usava defensivos".
Penso que é essa a geração de agrônomos que ainda ocupa praticamente todos os cargos de decisão em agricultura no Brasil. Eles acabam por "folclorizar" agricultura agroecológica, muitas vezes.
Shirota continua: "Não deixamos de falar sobre agroquímicos, mas hoje o assunto principal é o controle biológico. Tanto que a maioria dos trabalhos e pesquisas do departamento de entomologia é em controle biológico de pragas"
O entusiasmo de se explorar petróeo na camada pré-sal, o entusiasmo de desenvolver arroz resistente a agrotóxico, são indícios de que podemos chegar 'atrasados ao futuro', parafraseando o Dep. Mendes Thame.
Vale dar uma olhada.
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