sábado, 4 de abril de 2009

O medo de chegar atrasado ao futuro...


"Na época em que eu era aluno, o mercado pedia um profissional que ajudasse a aumentar a área plantada e a produtividade das principais lavouras. Esse era o foco da agricultura". Esta frase é de Ricardo Victoria Filho, coordenador do curso de Agronomia da Esalq.

Ótimo que o assunto tenha merecido um especial do Estadão. Tal como repensamos geração de energia, padrões de consumo ou de desenvolvimento, é igualmente importante repensar agricultura.

Continuando, o professor Ricardo Shirota, também da Esalq, explica: "Antigamente, falar em produção orgânica e meio ambiente era coisa de hippie. Agrônomo mesmo usava defensivos".

Penso que é essa a geração de agrônomos que ainda ocupa praticamente todos os cargos de decisão em agricultura no Brasil. Eles acabam por "folclorizar" agricultura agroecológica, muitas vezes.

Shirota continua: "Não deixamos de falar sobre agroquímicos, mas hoje o assunto principal é o controle biológico. Tanto que a maioria dos trabalhos e pesquisas do departamento de entomologia é em controle biológico de pragas"

O entusiasmo de se explorar petróeo na camada pré-sal, o entusiasmo de desenvolver arroz resistente a agrotóxico, são indícios de que podemos chegar 'atrasados ao futuro', parafraseando o Dep. Mendes Thame.

Vale dar uma olhada.

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