sábado, 4 de abril de 2009

Milho com Baygon, ou SBP, ou Raid... só não mata mosquito da dengue



O Brasil está no seleto grupo de infelizes países que aprovaram o milho inseticida. A lagarta vai, come o milho, e morre.

Aí, os agricultores de outros países já viram que isso resolve um problema, mas cria outro (o que é típico dos transgênicos, criar novos problemas): os insetos resistentes.

Bom, começaram a culpar os agricultores, dizendo que se não têm sucesso com isso, é por que não fazem o "manejo correto", criando o refúgio.

Ora, o "refúgio", área de milho convencional , consiste na confissão do impacto que este traz sobre o meio ambiente.

Expico: esse "refúgio" é um pedaço de área com milho natural, deixada para que os insetos não morram todos com o milho tóxico que mata inseto e tenham um local para viverem.

O milho transgênico é mais caro. Em teoria facilitaria a vida do produtor, mas agora este tem que fazer o "manejo correto".

Paralelo a isso, ele automaticamente estará contaminando outras lavouras. E depois que vários insetos não-alvo morrerem, e que lagartas resistentes aparecerem (afinal de contas, o "refúgio" é como uma casa para uma família. Uma hora o filho se junta com alguém e tem que sair de casa, que fica pequena para tanta gente...), o agricultor vai se perguntar: "por que mesmo eu comprei o milho transgênico...? nem lembro."

Com tanto problema, sinceramente não consigo chamar transgênico de "tecnologia", nem se "solução".

2 pessoas comentaram:

Mais uma nesse mundo, serve? disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Transgênicos Não! disse...

Transgênico = solução para o bolso das empresas, problema para a mesa do consumidor