quinta-feira, 2 de abril de 2009

"Falta informação para a população"


"Muitos deles não sabiam o que eram transgênicos, muito menos que haveria audiência pública", explica o coordenador de voluntários do Greenpeace em Salvador, Júlio Cruz.

No dia do consumidor, 15 de março, mais de vinte jovens conversaram com milhares de pessoas em locais de grande circulação sobre transgênicos e a audiência pública do arroz, e tiveram respostas interessantes, prós e contra.

Ainda sim, quando ele explicava do que se tratavam os transgênicos, o público ficava no mínimo desconfiado. Veja abaixo a breve entrevista feita com o ativista:


OA: Como foi a aceitação das pessoas à atividade?

JC: A aceitação aqui em Salvador teve momentos positivos e negativos. Nas ruas as pessoas nos aceitavam super interessadas em saber sobre transgênicos e o porquê da questão do arroz. Muitos nem sabiam o que eram transgênicos, muito menos que o milho já é. Fora que as pessoas confundem muito transgênicos com gorduras trans. Momentos negativos foram nas faculdades de Biomedicina e Farmácia, pois os estudantes vinham com argumento de que os transgênicos são a solução do planeta e da fome. Infelizmente eles tapam os olhos para a realidade, no meu ponto de vista, e não se interessam em ver o outro lado da moeda.

OA: Elas sabiam que haveria audiência pública sobre arroz transgênico?

JC: Muitos deles não sabiam o que eram transgênicos, muito menos que haveria audiência pública. A falta de informação por conta do governo e da mídia é muito grande e acaba que a população fica desinformada.

OA: Quais eram as perguntas que elas faziam?

JC: O que são transgênicos? Por que o Governo deixa isso acontecer? Por que não há um plebiscito para saber se a população é a favor ou contra? Por que o governo não fala sobre esse assunto? Por que o Greenpeace não processa a Monsanto? entre outras...

OA: Qual era a reação quando o Greenpeace explicou do que se trata?

JC: A reação era de espanto e medo dos organismos geneticamente modificados. As pessoas ficavam muito indignadas e assinavam dizendo que poderiam procurá-las a qualquer momento para ajuda. Alguns demonstravam tristeza e angustia por saber que estavam comendo algo que não sabiam e que nem o governo que ele votou teve a responsabilidade de falar ou consultar. Alguns estudantes da UFBA do curso de farmácia diziam que o Greenpeace estava perdendo o tempo com isso pois se trata da realidade e do futuro e que odiavam o Greenpeace por estar empatando o crescimento econômico do País.

OA: Como você acha que este assunto deve ser comunicado pelas autoridades?

JC: Através de debates em escolas, universidades, TV órgãos do governo para que a população conheça mais sobre o assunto e possa de maneira debater e ter uma opinião propria do assunto. Acredito tambem podemos ir às escolas e faculdades mostrar para os alunos a realidade dos transgênicos para que tenhamos juntos a nós mais pessoas dando pressão ao Governo contra os transgênicos, pois só a partir daí teremos um maior apoio da população e força para lutarmos mais ainda.

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