
A Embrapa Monitoramento por Satélite e o Ministério da Agricultura finalizaram estudo que mostra áreas disponíveis para a agricultura no Brasil. A conclusão, já anunciada, é que "falta espaço para a gricultura crescer", declaração mais do que esperada. Este estudo foi divulgado na revista Globo Rural, edição de janeiro de 2009.
Segundo o estudo, Terras Indígenas (12,7%), Unidades de Conservação (15,7%), Áreas de Preservação Permanente (26,6%), e Reserva Legal (22,3%), excetuando-se as áreas de superposição entre estas modalidades (-10,5%), deixam cerca de 33% do território disponíveis para agropecuária, cidades, mineração e infraestrutura. Isso representa 2.8 milhões de km2 (o que não é pouco: maior do que Portugal, Espanha, França, Alemanha, Países Baixos, Inglaterra, Itália e Suiça juntos).
Este estudo pode ser ótimo, tanto quanto mal intencionado. Ao meu ver, mostra que a agricultura brasileira não deve ser "plana", e que rendimento por hectare e recuperação de áreas degradadas são nossas melhores oportunidades.
Mas, levando-se em conta o posicionamento hostilmente teimoso de Stephanes ao longo dos últimos meses, não será esta a interpretação dos dados. Já não negocia posições, apenas rechaça argumentos de quem, realisticamente, quer falar de meio ambiente.
Na edição de janeiro de 2009 da revista "Pesquisa", da Fapesp, Carlos Nobre, pesquisador de mudanças climáticas, afirma que não há justificativa econômica para a expansão da fronteira agrícola, exemplificando que "já temos 700 mil km2 desmatados na amazônia, o que é três vezes a área coberta pela agricultura no estado de São Paulo. E o PIB agrícola de São Paulo é mais de dez vezes maior que o da Amazônia."
O debate deve continuar nestes termos, e pela proposta do estudo, tudo indica que os ruralistas estão preparando o terreno para falar de código florestal.
3 pessoas comentaram:
Com certeza a interpretação do mapa vai pelo lado de que temos que desmatar mais... vai falta área para plantar... vai faltar alimento... tem a fome no mundo! qual é a melhor solução dos ruralistas? aumentar área para plantio (mesmo não sendo necessário) e se possível com transgênicos! rsrsrs
o rumo que os ruralistas querem dar ao Brasil é triste e é tão previsível...
Poisé, o pior é que essa desculpa de que faltará alimentos, fazem enriquecer os ruralistas, uma vez que falar de fome traz dinheiro, é como aqui no nordeste, falar em seca dá dinheiro, o problema do brasil é CERCA! Isso é a disculpa para a plantação de soja, o que a 3 anos atraz era o investimento do futuro, um investimento desses que desertifica áreas antes férteis, não queremos para o Brasil, mas quem somos nós para discutir com esse país privado!
Visitem: www.faleumpoucomais.blogspot.com
Um artigo sobre a soja na Argentina:
O disparate sojero, se publicou no suplemento de economia do jornal Página 12:
Dados que impressionam:
La superficie sojizada crece año a año a costa de otras producciones. Así, en 2004, la superficie agrícola total era de 27 millones de hectáreas mientras que hoy ya superamos las 35 millones, cifra equivalente al 12,5 por ciento de la superficie del país.
O seja, o 12,5 % da superficie do pais é de soja transgènica!!!
El pool sojero multinacional que controla y domina el “negocio” estima que para 2017 la superficie agrícola argentina orillará las 120 millones de hectáreas. Algo así como el 43 por ciento de la superficie nacional, un verdadero disparate ambiental y agronómico.
Terrível, o 43 % do territorio de soja transgênica!!! para o 2017!
El otro elemento de extrema gravedad es la altísima contaminación ambiental que produce el sistema, ya que el mismo se basa en el uso masivo de agrotóxicos en forma permanente. No sólo glifosato, sino una larga lista de productos de altísima toxicidad, algunos prohibidos en los países centrales.
Ao final do artigo fala como tentar sair do modelo "sojero" (na Argentina)
Tomara que o Brasil nunca chegue a essa situação.
Todo o artigo no suplemento econômico de Página 12.
(na Argentina).
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